Artigos de 2011
Planejamento Estratégico – nem uma coisa nem outra !!
Por Renan Carvalho – trecho extraído do DVD (Curso BSC em Rede)
“Empresas que fazem Planejamento Estratégico, não fazem nem uma coisa nem outra” – Henry Mintzberg (Rise and Fall of Strategic Planning, 1994)
Um grande mal entendido ocorre quando dizemos que Planejamento Orçamentário ou o Planejamento Estratégico tradicional das empresas são problemáticos: as pessoas imaginam que sem um Planejamento Orçamentário ou Estratégico haverá menos planejamento nas empresas, ou que planejamento não é importante para as empresas. De maneira alguma ! Esse pensamento é totalmente equivocado.
Como deixar uma pequena ou média empresa atrativa para estagiários?
Por Renan Carvalho na Rede Social Exame PME
Nós lidamos a bastante tempo com muitas pequenas empresas que precisam competir no meio de grandes tubarões. E a dificuldade é enorme. Da maneira como o mercado e os negócios estão desenhados hoje, a não ser que a pequena empresa seja muito capitalizada (o que ocorre em raríssimas exceções onde startups recebem investimentos em grandes idéias), não há como pequenas empresas normais competirem em bases salariais, de carreira ou de benefícios com grandes corporações. Para que isso seja possível é necessário rever alguns paradigmas do mundo dos negócios atual, e o pequeno empreendedor deve começar a pensar nisso a partir de já:
O Futuro da Gestão – Palestra na Fasem
Slides apresentados na palestra o Futuro da Gestão, na Fasem, em Uruaçu, GO.
Sete premissas que precisamos rever em nossos conceitos sobre empresas, gestão, resultados e pessoas. A necessidade da quebra de um paradigma levará o mundo empresarial a um novo patamar de qualidade de vida. O que os empreendedores podem fazer, e o que os funcionários podem fazer para entrar definitivamente em uma nova era da gestão empresarial..
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O Poder da Cultura sobre Gestão e Resultados
por Renan Carvalho em 25/04/2011 -
O que é efetivamente a cultura de uma empresa e qual a real influência dela sobre a gestão e sobre os resultados? Muito intrigante este tema, para não dizer meio místico. Há duas semanas estive em uma conferência sobre Balanced Scorecard em São Paulo onde várias empresas brasileiras de grande porte apresentaram seus cases. Pude perceber algo em comum entre os executivos que apresentaram estes cases: todos eles se referiram à cultura de suas empresas como algo inquestionável, absoluto e magnânimo, que responde pelo sucesso dos negócios até hoje. Quanto aos Balanced Scorecards apresentados, muito pouco em comum entre eles. Á exceção de uma empresa – que efetivamente adotou o BSC como modelo de gestão e mudou radicalmente todos os processos de trabalho corporativos, operacionais e de governança (e que, portanto, corajosamente enfrentou a mudança cultural) – todas as outras implantaram somente a parte do BSC que se demonstrou conveniente à sua cultura, e que portanto, não causou impacto significativo nos processos de gestão da empresa, apenas gerou melhorias pontuais.
O “Lean” da Toyota em nossas Empresas – Possibilidade ou Contra-senso
Por Renan Carvalho em 25/03/2011 -
Virou moda no mundo ocidental, e é claro no Brasil, empresas implantarem ferramentas oriundas do Sistema de Produção Toyota. Ferramentas de produção como Kaizen, Kanban, Lean Manufacturing, Just in Time e agora de gestão como Lean Management e Lean Accounting. A dúvida que permanece e: Será que é possível para as empresas que utilizam princípios de gestão opostos àqueles da Toyota, conseguirem efetividade com o investimento em tais sistemas ? Fui buscar esta resposta com o renomado Thomas Johnson, co-autor juntamente com Robert Kaplan (BSC) de “Relevance Lost – the Rise and Fall of Management Accounting” (tradução – Relevância Perdida, ascenção e queda da contabilidade gerencial). Johnson é um dos maiores especialistas mundiais no Sistema de Produção Toyota.
Neste artigo ele nos mostra que, para que tais sistemas funcionem em nossas empresas, é necessário revermos princípios profundamente arraigados, como o Propósito do nosso Negócio, nossa visão de Custos, e o papel dos Números em nossas decisões gerenciais. Enfim, é preciso eliminarmos a visão da empresa como uma entidade mecânica, e adotarmos a visão da empresa como uma entidade orgânica (o que ela realmente é). Confiram abaixo a tradução, na íntegra do artigo publicado por Thomas Johnson:
“A Toyota atualmente (início de 2010) está vivendo uma crise causada, na minha opinião, pela sua recente rendição às pressões para crescimento contínuo impostas por Wall Street, às quais virtualmente todas as empresas americanas de capital aberto, incluindo aquelas que praticam o “lean”, têm sucumbido no últimos 30 anos ou mais.
Pequenas e médias empresas, a melhor forma de estruturá-las
Por Renan Carvalho em 09/03/2011 – Conteúdo da Palestra no CEJAS, em Jaraguá do Sul -
Empresas em fase de crescimento, em algum momento, precisam se estruturar. O dono já não consegue ver tudo que acontece, e precisa contar com as pessoas de sua equipe para conseguir atender o mercado. Porém, ele se depara com um grande problema ao perceber que as pessoas não realizam o trabalho da mesma forma que ele realizaria, com a mesma qualidade e com o mesmo compromisso. Para resolver este dilema, a administração tradicional inventou o Comando e Controle. Taylor e Fayol, no início do século passado, tiveram a idéia de estruturar a empresa como um exército. O dono é o general, os gerentes são os oficiais e as pessoas da operação são os soldados. Funcionou na era industrial. Porém, no mundo globalizado e conectado da era da inteligência, com a geração Y cada vez mais predominante, e com outras características marcantes influenciando nosso ambiente atual, este tipo de estruturação (a la exército) se tornou cara e ineficaz para as empresas.
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PAG 2010 em Blumenau
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No ano de 2010, movido pela necessidade de crescimento de seus clientes, a PS Brasil criou o PAG, Programa de Aprimoramento da Gestão. O programa consistia de um encontro mensal de 8 horas onde empresários e líderes de pequenas e médias empresas podiam se aprofundar em conceitos inovadores de gestão, trocar experiências e adquirir novas práticas para facilitar o desenvolvimento de suas equipes. Participaram do PAG no ano de 2010 as seguintes empresas de Blumenau e região: Sulbrasil Engenharia e Construtora, Belli Studio Animação e Ilustração, Iso Audiovisuais, Têxtil Farbe e Telealarme Segurança Eletrônica.
As reuniões sempre trouxeram muitos insights para os participantes, pois o propósito não era transmitir conhecimentos, mas sim provocar reflexões, discussões e mudanças de pensamento.
Modernização da Gestão Empresarial
Por Renan Carvalho em 02/03/2011
Apresentação no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul mostrando a imagem 3 D de uma empresa, com suas 3 estruturas: Geração de Valor, Relações de Poder e Informal. Dentro deste paralelo são apresentadas as Organizações em Células (ou Beyond Budgeting), e são mostrados os passos para que uma pequena empresa cresça e se estruture como uma Organização em Célula ao invés de incorporar as burocracias do comando e controle.
Nosso Iceberg está Derretendo
John Kotter, Holger Rathgeber
Nosso Iceberg Está Derretendo é uma fábula muito bem elaborada sobre os 8 passos para mudança delineados por John Kotter em Liderando Mudança. Na fábula, um pinguin imperial percebe que o iceberg onde sua colônia vive está derretendo, o que exige de sua parte a necessidade de convencer as lideranças da colônia sobre o perigo que os cerca, de modo que todos deixem a situação confortável em que vivem atualmente, e se empenhem no sentido de mudar e buscar um novo iceberg.
Este pinguin, junto com o grupo de líderes que ele consegue convencer, abraçam então o projeto de mudança da colônia. Porém, durante o processo enfrentam todos os desafios inerentes à mudança em uma organização, como descrenças, resistências, receios e más influências. E eles aplicam os 8 passos para a mudança de Kotter neste processo até conseguirem ser bem sucedidos em fazer com que a colônia abrace a mudança contínua como nova forma de viver. Uma verdadeira obra prima que transmite de maneira simples, todas as informações necessárias para empresas que desejam mudar.
Você está louco – Uma vida administrada de outra forma
Ricardo Semler
Em 2006, Ricardo Semler lançou este seu segundo livro no Brasil. Toda a filosofia de liderança e gestão que marcou o mundo na década de 80 quando Ricardo publicou Virando a Própria Mesa, é apresentada aqui de uma forma muito mais madura, muito mais detalhada e muito mais rica de elementos relacionados à vida do autor.
O livro mostra um pouco da trajetória da Semco nos anos 90 e início dos anos 2000, período de crescimento extraordinário da empresa, e também retrata uma auto-biografia de Semler. Reforça a sua crença nas pessoas e na democracia como modelo sustentável para as organizações. Mostra também o desafio da educação no mundo, que passa pelo mesmo dilema da gestão empresarial, o que levou Semler a novos empreendimentos como o Instituto Lumiar. Leitura obrigatória para empresários que desejam se tornar líderes de Organizações em Células.
